quarta-feira, 27 de abril de 2011

LITERATURA É A ARTE DA PALAVRA



Literatura é uma das coisas mais belas que temos. Pois, sabemos que o reino das palavras é farto. Elas brotam de nossos pensamentos de maneira natural, podendo até mesmo não preocupar-se de elaborar o que dizemos ou até mesmo escrevemos. As palavras, contudo, podem ultrapassar seus limites de significação. Podendo assim, conquistar novos espaços e passar novas possibilidades de perceber a realidade.

Literatura pode ser definida como a arte de criar e recriar textos, de compor ou estudar escritos artísticos, o exercício da eloquência e da poesia; o conjunto de produções literárias de um país ou de uma época, a carreira das letras.

A palavra serve para comunicar e interagir. E também para criar literatura, isto é, criar arte, provocar emoções, produzir efeitos estéticos. Estudar literatura implica apropriar-se de alguns de seus conceitos básicos, mas também deixar o espírito leve e solto, pronto para saltar, voos e decolagens.

Na perspectiva foucaultiana, literatura é como um ritual prévio, que consegue traçar espaços nas palavras assim as consagrando às páginas em branco de uma folha qualquer, tornas transcritas na superfície virgem de certo modo absolutamente perde a essência real e naturalmente torna-se pertencente à literatura, Foucault (2000).

Essa escrita faz a literatura definir-se como produto humano, um objeto não prático, é arte do fazer humano; arte produzida como bem simbólico imaterial. A literatura é a literatura com todos princípios que as autoridades (editores e professores) definem como literatura nos limites que as vezes se alteram lentamente do decorrer do tempo, passos lentos e definidores. O sentindo de literatura modifica com o período vivido, assim se estendendo no sentido restrito, a literatura varia segundo as épocas e culturas; hoje no sentido moderno literatura é: romances, teatros e poesias. Inseparável do romantismo. A literatura antes de tudo é literaturas nacionais.

A literatura pode também dizer ser fatos que busca na própria historia, não sendo suficiente então apenas se contrasta, no que a Historia é aquilo que aconteceu e a literatura é aquilo que poderia ser a historia. Mostrando claramente na escrita imaginativa literária, às vezes recorrida a mitologias (coisas da coletividade) e psicológicas do eu inspirador. A literatura é a escrita imaginativa com artifícios e elementos que causam estranhamento ou desfamiliarização de alguma forma deforma a linguagem comum.

A relação do homem, literatura e realidade é um contraste do imaginativo e o real social. É a busca do homem de se encontrar dentro da literatura algo não existente no real, ou apenas a identificação com personagens. A identificação de experiências, pespctiva e ideologias e até mesmo a influencia da literatura nas mesmas emoções. Na provocação de uma literatura retórica. O homem busca e a literatura busca, uma busca constante dos dois de se encaixarem e chocares; o homem busca a literatura como identificação, superação pessoal, encantamento, sonho e a literatura busca o homem no agrupamento de criar alucinações e visão imaginativa do real.

A função da literatura imitando a teoria Platônica é, função e forma através de três questões: O que a literatura faz? Qual é o seu traço distintivo? E como achar a compreensão? A resposta de três perguntas é única, a literatura é o que vem para agradar, ser belo, trazer gozo humano, até mesmo levar conteúdo, transferência de tudo para sentido de metáfora e figurado da produção de nossos sentimentos.

A literatura é o encontro do individual com o social, como o escritor Guimarães Rosa, “literatura é feitiçaria que se faz com o sangue do coração humano”. Isso quer dizer que a literatura entre outras coisas, é também a expressão das emoções e reflexões do ser humano diante do mundo.

Assim a literatura alcança a humanização do homem porque a literatura é feita, antes de tudo, para dar prazer e provocar reflexão. A literatura se faz produção e a fruição desta se baseia numa espécie de necessidade universal de ficção e de fantasia, que de certa forma é coextensiva ao homem, por aparecer invariavelmente em sua vida, como indivíduo e como grupo, ao lado da satisfação das necessidades mais elementares.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Memórias de Emília


Conta que certo dia, Emília resolve escrever suas memórias. Convoca, mandona, o Visconde de Sabugosa para auxiliá-la. A boneca decide explicar o significado da vida, palestrando ao Visconde, já impaciente com a demora. Emília defende-se:

- Sei dizer coisas engraçadas e até filosóficas. (…) Sabe o que é um filósofo, Visconde?

O Visconde sabia, mas fingiu não saber. A boneca explicou:

- É um bichinho sujinho, caspento, que diz coisas elevadas que os outros julgam que entendem e ficam de olho parado, pensando, pensando, Cada vez que digo uma coisa filosófica, o olho de Dona Benta fica parado e ela pensa, pensa…

- Ficam pensando o quê, Emília?

- Pensando que entenderam.

O Visconde enrugou a testinha e quedou-se uns instantes de olho parado, pensando, pensando. Aquela explicação era positivamente filosófica.

- E como sou filósofa – continuou Emília – quero que minhas Memórias comecem com a minha filosofia de vida.

- Cuidado, Marquesa! Mil sábios já tentaram explicar a vida e se estreparam.

- Pois eu não me estreparei. A vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem para de piscar, chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais.(…)

O Visconde ficou novamente pensativo, de olhos no teto.

Emília riu-se.

- Está vendo como é filosófica a minha idéia? O Senhor Visconde já está de olhos parados, erguidos para o forro.(…) A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. Pisca e mama; pisca e anda; pisca e brinca;pisca e estuda; pisca e ama; pisca e cria filhos; pisca e geme os reumatismos; por fim pisca pela última vez e morre.

- E depois que morre? – perguntou o Visconde.

- Depois que morre vira hipótese. É ou não é?”

segunda-feira, 18 de abril de 2011

palavras guardadas...


frases que me acompanham em retiradas das noites de poucas estrelas, frases arquivadas na memória leve de um sono ou até mesmo rabiscadas em um papel avulso de quaze nada:

Ana C. C.'' Eu tenho sede de ouvir todas as músicas, ler todos os livros, conhecer todos os lugares. Fome do mundo e de gente. E essa é a sensação mais nova na minha vida, em anos. Essa vontade toda de fazer o que eu não fiz antes, de ser quem eu nunca pensei que seria. Um querer surreal de crescer. ''

Ana C. C. '' Sementes deixadas, vidas passadas, pessoas de passagem...passageiros de vidas.''

Ana C. C.'' Eu vi motivos, eu vi lugares. Eu vi monstros e zumbis, mais nenhum se compara ao medo cruel do eu não sei o que vi.''


She - Charles Aznavour'' Ela pode ser a música que o verão canta, talvez o frescor que o outono traz, talvez uma centena de coisas diferentes no espaço de um dia. Ela pode ser a bela ou a fera, talvez fartura ou a fome, pode transformar cada dia em um paraíso ou em um inferno. Ela pode ser o espelho de um sonho, o sorriso refletido no rio. Ela pode não ser o que parece ser dentro de sua concha. Ela, que sempre parece tão feliz no meio da multidão com os olhos tão pessoais e tão orgulhosos, mas que não podem ser vistos quando choram.''

Ana C. C.''Sabe aquela palavra que eu não escrivi que poderia ter virado um verso famoso, pois é...quardei ela pra me.''

Ana C.C. '' Infinitas tentativas de ser feliz, sempre tentando alcançar algo que está aqui. É um bloqueio espelhado que não deixa tocar, algo que não se pode realmente tocar porque é sentido como poemas que são passaros. É algo que é presente e permanente, só não se senti quem não tem persepção de se proprio, somos pioneiros de vida em constante busca, e crianças sem experiências de encontrei...''.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas, realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando.
Porque, embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase viveu já morreu.

Amamos a Capitu e odiamos a Penélope!














Bela Capitolina,
Dom Casmurro é um romance do escritor brasileiro Machado de Assis. Mulher ousada, sedutora, cheia de artimanhas, olhar de cisne dotado da herança de Hera; Capitu é o interior de cada mulher, é a sedução de sonhos ocultos de todas nos. É a visão de um olhar ciumento de amor, é a profundidade dos mais fantasiosos sentimentos femininos o cantar da sedução. É saber facinar varães e olhares admiradores, com um olhar ofuscante, tão singelo olhar que aparentimente olha o admirador mais na verdade o enfentiça com cílios cintilantes. Olhos de ressaca, ' "olhos de cigana oblíqua e dissimulada." Eu não sabia o que era obliqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira, eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra idéia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...''
E Penélope a esposa de Ulisses? Mulher sensata, projeto materializado da fidelidade, a mulher exterior que cuida seu nome, que ama inteiramente e lealmente, porque o amor não espera, e só deixar o tempo passar.
Amamos a Capitu e odiamos a Penélope?
O certo séria, a Capitu nos amamos interiormente e Penélope externamente.



Quem é belo é belo aos olhos - e basta. Mas quem é bom é subitamente belo.
Safo de Lesbos